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Principais índices acionários domésticos

Os índices de ações são índices que geralmente englobam as ações mais negociadas no mercado a que se referem. Cria-se uma cesta de ações, com respectivos pesos, representativas do mercado como u todo ou de um setor econômico específico.

Os índices de mercado de renda fixa são relativamente novos. Além disso, sua criação é mais difícil do que a dos índices acionários por várias razões:

  • o universo de títulos de renda fixa é muito mais amplo do que o de ações;
  • o universo de títulos de renda fixa está em constante mutação devido à grande variedade de emissões, vencimentos de títulos e opções embutidas;
  • a volatilidade do preço destes títulos está constantemente mudando. A volatilidade é medida pela duration do título, que muda com o prazo do título e da taxa de retorno do mercado;
  • existem problemas significativos com os preços dos títulos de renda fixa em um índice, devido à falta de preços de negociação contínua, como a encontrada para as ações negociadas em bolsa.

Há três categorias de índices de renda fixa nos Estados Unidos (baseados na qualidade de crédito):

  • Índices Investment-grade bonds: rating acima de BBB.
  • Índices High-yield bonds: bonds de crédito não elevado que pagam juros mais altos devido ao maior risco.
  • Global Bonds Index: mostram correlação e volatilidade entre mercados (países) no longo prazo.

Ibovespa

O Ibovespa é o índice que acompanha a evolução média das cotações das principais ações negociadas na B3, incluídas no índice conforme regras que apresentaremos a seguir. É o mais importante indicador do comportamento do mercado acionário brasileiro, servindo como indicador médio do comportamento do mercado. A carteira teórica é composta pelas ações que atenderam cumulativamente aos seguintes critérios:

– Estar entre os ativos elegíveis que, no período de vigência das 3 carteiras anteriores (avaliação quadrimestral), em ordem decrescente de índice de negociabilidade (IN), representem em conjunto 85% do somatório total desses indicadores.

– Ter presença em pregão de 95% no período de vigência das 3 carteiras anteriores.

– Apresentar participação, em termos de volume, superior a 0,1% no mercado à vista no período de vigência das 3 carteiras anteriores;

– Não ser classificada como “Penny Stock”.

A representatividade de um ativo no índice, quando das reavaliações periódicas, não poderá ser superior a duas vezes a participação que o ativo teria, caso a carteira fosse ponderada pela representatividade dos índices de negociabilidade (IN) individuais no somatório de todos os INs dos ativos integrantes da carteira.

A participação dos ativos de uma companhia no índice (considerando todas as espécies e classes de ações ou units que tenham com lastro tais ações da companhia, conforme o caso) não poderá ser superior a 20%, quando de sua inclusão ou nas reavaliações periódicas.

IBrX

O IBrX é um índice que mede o retorno de uma carteira teórica composta por 100 ou 50 ações selecionadas entre as mais negociadas na B3, em termos de número de negócios e volume financeiro, ponderadas pelo seu respectivo número de ações disponíveis à negociação no mercado.

Assim como a carteira teórica do Ibovespa, a do IBrX tem vigência de quatro meses, vigorando para os períodos de janeiro a abril, maio a agosto e setembro a dezembro. Ao final de cada quadrimestre, a carteira é reavaliada utilizando-se os procedimentos e critérios integrantes desta metodologia.

Índices de Sustentabilidade

Índice de ações com governança corporativa diferenciada (IGC)

Tem por objetivo medir o desempenho de uma carteira teórica composta por ações de empresas que apresentem bons níveis de governança corporativa. Tais empresas devem ser negociadas no Novo Mercado ou estar classificadas nos Níveis 1 ou 2 da B3.

Os procedimentos para a inclusão de uma ação no índice obedecem à seguinte regra:

  • Ações de novas empresas: serão incluídas após o encerramento do primeiro pregão regular de negociação;
  • Ações de empresas já negociadas na B3: serão incluídas após o encerramento do pregão anterior ao seu início de negociação no Novo Mercado ou Nível 1 ou 2.

Uma vez a empresa tendo aderido aos Níveis 1 ou 2 da B3, todos os tipos de ações de sua emissão participarão da carteira do índice, exceto se sua liquidez for considerada muito baixa. Os negócios diretos não são considerados para efeito do cômputo da liquidez. Suas revisões são quadrimestrais.

No IGC, os ativos são ponderados pelo valor de mercado do free float (ativos que se encontram em circulação) da espécie pertencente à carteira (ver manual de definições e procedimentos dos índices da B3), multiplicados por um fator de governança.

Esse fator será igual a 2 para os ativos do Novo Mercado, 1,5 para os ativos do Nível 2 e 1 para os ativos do Nível 1.

Ressalta-se que a participação dos ativos de uma companhia no índice (considerando todas as espécies e classes de ações ou units que tenham como lastro tais ações da companhia, conforme o caso) não poderá ser superior a 20%, quando de sua inclusão ou nas reavaliações periódicas.

Índice de sustentabilidade empresarial (ISE)

É o índice de ações referencial para os investimentos socialmente responsáveis. O ISE tem por objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com a sustentabilidade empresarial. O Conselho Deliberativo do ISE seleciona, no máximo, 40 empresas para compor a carteira do índice.

As empresas que voluntariamente se candidatam a integrar a carteira do índice preenchem um questionário elaborado pelo FGV-CES. A metodologia do ISE não envolve filtros de exclusão setorial por questões de sustentabilidade, e avalia as empresas em sete dimensões: governança, social, natureza do produto, mudanças climáticas, ambiental, econômica e geral.

No ISE, os ativos são ponderados pelo valor de mercado do free float da espécie pertencente à carteira. Ressalta-se que a participação de um setor econômico no ISE (considerando todas as espécies e classes de ações ou units de emissão das empresas incluídas, se for o caso) não poderá ser superior a 15%, quando de sua inclusão ou nas reavaliações periódicas.

Caso isso ocorra, serão efetuados ajustes para adequar o peso dos ativos das companhias desse setor a esse limite, redistribuindo-se o excedente proporcionalmente aos demais ativos da carteira.

Integrarão a carteira do ISE as ações que atenderem cumulativamente aos critérios a seguir:

ISE

– Estar entre os ativos elegíveis que, no período de vigência das 3 carteiras anteriores, em ordem decrescente de índice de negociabilidade (IN), ocupem as 200 primeiras posições.

– Ter presença em pregão de 50% no período de vigência das 3 carteiras anteriores.

– Atender aos critérios de sustentabilidade referendados pelo conselho do ISE.

– Não ser classificada como “Penny Stock”.

– Uma vez que um ativo de uma empresa atenda aos critérios de inclusão acima, todas as espécies de sua emissão participarão da carteira do índice, desde que estejam entre os ativos elegíveis que, no período de vigência das 3 carteiras anteriores, em ordem decrescente de IN, representem em conjunto 99% do somatório total desses indicadores.

ITAG B3

O Índice de ações com tag along diferenciado (ITAG B3) é o Indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas que ofereçam melhores condições aos acionistas minoritários, no caso de alienação do controle. Não estão incluídos nesse universo BDRs e ativos de companhias em recuperação judicial ou extrajudicial.

IGCT B3

O Índice de governança corporativa trade da B3 (IGCT B3) tem por objetivo ser o indicador de desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC.

IGC-NM B3

O Índice de Governança Corporativa Novo Mercado (IGC-NM B3) tem por objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas que apresentem bons níveis de governança corporativa, listadas no Novo Mercado da B3.

ICO2 B3

O Índice Carbono Eficiente da B3 (ICO2 B3) demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como as empresas estão se preparando para uma economia de baixo carbono. São convidadas a participar as companhias que fazem parte do IBRX100.

Índices de segmentos

Small Cap & Mid-Large Cap

Criados pela B3, o índice B3 Mid Large Cap (MLCX) e o índice B3 Small Cap (SMLL) têm por objetivo medir o comportamento das empresas listadas na Bolsa de modo segmentado, sendo que o índice Mid Large medirá o retorno de uma carteira composta pelas empresas listadas de maior capitalização, e o índice Small Cap medirá o retorno de uma carteira composta por empresas de menor capitalização.

As ações componentes serão selecionadas por sua liquidez, e serão ponderadas nas carteiras pelo valor de mercado das ações disponíveis à negociação.

As empresas que, em conjunto, representarem 85% do valor de mercado total da Bolsa são elegíveis para participarem do índice MLCX. As demais empresas que não estivem incluídas nesse universo são elegíveis para participarem do índice SMLL.

Não estão incluídas nesse universo empresas emissoras de BDRs e empresas em recuperação judicial ou falência.

Serão incluídas nas carteiras dos índices as ações que antederem aos seguintes critérios, com base nos 12 meses anteriores:

  • Inclusão em uma relação de ações cujos índices de negociabilidade somados representem 98% do valor acumulado de todos os índices individuais;
  • Participação em termos de presença em pregão igual a 95% no período.

A mesma empresa pode ter mais de uma ação participando da carteira, desde que cada ação atenda isoladamente aos critérios de inclusão. Empresas com menos de 12 meses de listagem somente serão elegíveis se tiverem mais de 6 meses de negociação e se apresentarem 100% de presença em pregão nos últimos 6 meses do período de análise.

Índice de energia elétrica (IEE)

É o primeiro índice setorial da então Bovespa, lançado em agosto de 1996 com o objetivo de medir o desempenho do setor elétrico. Ele constitui-se um instrumento que permite a avaliação da performance de carteiras especializadas nesse setor.

É calculado utilizando o método de “igual ponderação por empresa em termos de Real aplicado”, de forma a assegurar que cada ação componente do IEE seja igualmente representada, em termos de valor, na carteira do índice.

Índice de Dividendos (IDIV)

O índice de dividendos (IDIV) mede o comportamento das ações das empresas que se destacaram em termos de remuneração dos investidores, sob a forma de dividendos e juros sobre o capital próprio.

As ações componentes são selecionadas por sua liquidez e ponderadas nas carteiras pelo valor de mercado das ações disponíveis à negociação.

O IDIV é composto pelas empresas listadas na B3 que apresentaram os maiores dividend yields nos últimos 24 meses anteriores à seleção da carteira.

O processo de seleção pelo Dividend Yield segue:

  • É apurado o dividend yield (valor distribuído/último preço “com”) de todos os dividendos/juros distribuídos por ação nos últimos 24 meses;
  • Os yields de cada ação no período são somados e relacionados em ordem decrescente;
  • Ações que estiverem dentro dos 25% da amostra com os maiores yields participarão da carteira (por exemplo, se amostra tiver 100 ações, as 25 primeiras);
  • As ações integrantes da carteira anterior permanecem se estiverem entre os 33% da amostra com os maiores valores de dividend yield (no mesmo exemplo, as ações continuarão se estiverem entre as 33 primeiras).

São elegíveis para a carteira do IDIV as ações que atenderem aos seguintes critérios, com base nos 12 meses anteriores:

  • Inclusão em uma relação de ações cujos índices de negociabilidade somados representem 99% do valor acumulado de todos os índices individuais;
  • Participação em termos de presença em pregão igual ou superior a 95% no período;
  • Empresas com menos de 12 meses de listagem somente são elegíveis se tiverem mais de seis meses de negociação e se apresentarem, no mínimo. 95% de presença em pregão nos últimos seis meses do período de análise.

No IDIV, os ativos são ponderados pelo valor de mercado do free float da espécie pertencente à carteira, com limite de participação baseado na liquidez.

Conclusão

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